Aristides Meneses


Pinturas e Desenhos - Paintings and Drawings





Influenciado por três continentes - Influenced by three continents


1979-1983

2007

2014


Emoções contraditórias - Contraditory emotions


1984

2008

2015


Diogenes de Synope - Diogenes of Synope


1985-2002

2009

2016


Aristides Meneses and the inner reflection


2003

2010

2017


O Divino e o Homem - Divine and Man


2004

2011



Espelhos futuros - Future mirrors


2005

2012



Curriculum Vitae


2006

2013

Desenhos


Contacto ou aquisição - Contact or buying




Retratos alucinados









Disponíveis Pequenas (até 50 cm)






Disponíveis Muito Grandes













AM Image


Ver esta obra numa parede

No fundo do oceano Índico

At the bottom of the Indic Ocean

2009, Óleo sobre tela, 180 cm X 180 cm

Disponível para venda. 8.000 euros.

No fundo do oceano Índico

Por Aristides Meneses

A procura milenar pela quimera grega original, ser vivo composto por partes de seres de outras espécies, não deu ainda qualquer resultado. Apenas no imaginário surgiram as sereias, os pegasus, os minotauros e afins. Esta situação leva-nos naturalmente a três hipóteses: ou a quimera não existe e a procura é vã, ou a quimera existe e apenas ainda não foi encontrada ou a questão está mal formulada. Sendo impossível provar ou ter a certeza que o que quer que seja não existe e sendo a busca de milénios infrutífera, devemos, pelo menos para verficar da sua validade, focar-nos na formulação da questão.

Darwin explicou cientificamente como evoluem as espécies a partir umas das outras, dando assim suporte científico ao conhecimento milenar dos Hindus sobre a reencarnação em seres mais ou menos superiores de acordo com o comportamento desse ser em todas as suas encarnações anteriores. Deste conhecimento decorre naturalmente que a vida teve de começar simples e as espécies irem evoluindo a partir da necessidade de gerar seres superiores para comportar os comportamentos de mérito. Quero aqui deixar claro que, nesta reflexão, a noção de superior não tem qualquer apreciação de valor, tratando apenas de uma métrica para a comparação da complexidade dos conteúdos físico-químicos-emocio-racionais de qualquer indivíduo vivo.

Por outro lado, num mundo de propensões de Popper, é também mais ou menos claro que o cosmo contém pelo menos uma propensão para a vida e para a evolução da vida para maiores níveis de complexidade e abstractividade.

A questão, assim, é determinar se essa propensão é monótona e, não sendo, quanto tempo é necessário para que a descontinuidade se manifeste de forma detectável. Os Hindus sabem que o cosmo não tem princípio nem fim. O que tem princípio e fim é o ciclo cósmico. O cosmo continua e é o mesmo e, por isso, as suas propensões, incluindo a propensão para a vida, são necessariamente as mesmas. No entanto, essa propensão para a vida, sendo claramente afectada pela incerteza quântica de Heisenberg, não gera necessariamente sempre os mesmos resultados.

Dos efeitos conjugados das reflexões expostas podemos então concluir que o cosmo é o mesmo ao longo dos diversos ciclos, que tem pelo menos uma propensão para a vida e para a vida cada mais mais complexa e abstratizada e que essa propensão será afectada pela incerteza quântica no próximo ciclo cósmico de tal forma que, a partir da mesma estrutura de DNA, gere recombinações diferentes das existentes actualmente.

Por isso, no próximo ciclo cósmico, todas as espécies tenderão a ser composições das espécies actuais, ou seja, todos os seres do próximo ciclo tenderão a ser quimeras do nosso ponto de vista, assim como todos os seres actuais são quimeras do ponto de vista de quase todos os ciclos passados e futuros.





AM Image


Ver esta obra numa parede

A praia

The beach

2009, Óleo sobre tela, 25 cm X 35 cm

Disponível para venda: 150 euros





AM Image


Ver esta obra numa parede

Oceano Índico

Indic ocean

2009, Óleo sobre tela, 125 cm X 175 cm 13 painéis

Disponível para venda (por favor contacte)





AM Image


Ver esta obra numa parede

No princípio era azul

At the begining it was blue

2009, Óleo sobre tela, 150 cm X 100 cm

Disponível para venda (por favor contacte)





AM Image


Ver esta obra numa parede

Há luz no fim do universo

There is light at the end of the universe

2009, Óleo sobre tela, 150 cm X 100 cm

Disponível para venda (por favor contacte)

Há luz no fim do universo

Por Aristides Meneses

Que haverá no fim do Uiverso? Questão angustiante pelo menos do ponto de vista genético pois, se nada houver, toda a vida terminará. Para me aproximar de uma eventual resposta comecei por reflectir sobre algo mais simples, o começo do universo e tentar determinar se terá tido um começo ou se sempre existiu.

Esse começo, quer na versão espiritual, “Faça-se a luz”, quer na versão da Física com o “big-bang”, não me parece totalmente incompatível com o conhecimento milenar que afirma que o cosmo sempre existiu, não tendo princípio nem fim. Esta é a única resposta actualmente conhecida que resolve o paradoxo inerente ao princípio do universo. Uma vez que, por definição, o universo é tudo, então, por definição, abarca tudo o que existe. Não pode ter tido um começo pois essa situação anterior contradiz a sua definição. O que pode ter tido um começo, faça-se luz e big-bang, é o actual ciclo cósmico. Assim, o universo sempre existiu mas o actual ciclo cósmico teve um começo, há milhões de anos é certo, mas não infinito.

Esta conclusão, só por si, não determina que o universo não tenha um fim. Mas as leis da física afirmam que nada se cria e nada se perde, tudo se transforma. Ou seja, no seu eventual final, o universo não se pode converter em “nada”. O resolução do paradoxo que indicia que não houve princípio também indicia que não haverá fim. Mas assim como nada desta reflexão impede o princípio do ciclo cósmico também nada nela impede o seu fim.

E deste modo cheguei a uma nova questão: que haverá no final do ciclo cósmico? Tudo depende da realidade do ciclo. Por inerência, um ciclo é o retorno ao princípio. Assim, o final do universo, mais rigorosamente, do ciclo cósmico, deve ser, simultâneamente o princípio do novo ciclo, pois parece razoável supor que estes dois fenómenos ocorram ao mesmo tempo. Há luz no fim do universo e a questão deixa de ser angustiante.





AM Image


Ver esta obra numa parede

Só há a-toms e espaço vazio

There is only a-toms and empty space

2009, Óleo sobre tela, 150 cm X 300 cm 3 painéis de 150 x 100 cm

Disponível para venda (por favor contacte)





AM Image


Ver esta obra numa parede

Desconstrução dodecaédrica revelando a inexistência de dentro ou fora

Dodecahedron desconstruction showing the non-existence of inside or outside

2009, Óleo sobre tela, 211 cm X 131 cm 12 painéis

Colecção particular

Esta obra foi realizada no âmbito do Projecto art&mente "Repensar Las Meninas" que consta de um ciclo de palestras filosóficas e uma exposição colectiva no Forum Municipal Romeu Correia em Almada de 18 de Setembro a 3 de Outubro de 2009.

Por Aristides Meneses

Como trabalho artístico, repensar Las Meninas de Velasquez exigiu-me a utilização do método desconstrutivo estético-emocional natural na análise em arte mas em conjunção com o método ortogonal de segmentação, este por forma a permitir a máxima elegância na posterior reconstrução. Após inúmeras experiências tornou-se aparente que a segmentação principal devia ser vertical deixando à horizontal um papel muito marginal. Atingi assim uma estrutura em três painés verticais segmentando simultaneamente o contéudo da obra original e o resultado pictórico do repensamento.

O painel esquerdo contém o auto retrato do pintor e da sua enorme tela. Obviamente, Velasquez foi de imediato eliminado por irrelevante. Não Velasquez em particular, apenas porque é ele que consta da obra específica objecto do projecto, mas o artista, qualquer artista. Sendo por quase todos aceite que o artista tem o papel preponderante na criação da sua obra já não é tão simples a aceitação do facto que, instantânea e endocrónicamente, assim que o trabalho é dado por terminado o artista perde, ou deve perder, toda a relevância. Quando tal não acontece, a obra está, de facto, inacabada. A enorme tela de Velasquez foi também eliminada por completamente inútil, como acontece à parte de trás do suporte de qualquer pintura, do ponto de vista estético emocional. Após estas eliminações óbvias, o método reconstrutivo utilizado gerou então uma árvore, o concreto por excelência da criação continuada.

O painel direito contém os personagens secundários, todos naturalmente relegados para uma posição menor o que levou a que este painel tivesse menores dimensões. A partir de baixo a Anã, as Meninas e a Guardiã. Expressões e emoções algo alienadas ajustadas à sua qualidade de mero suporte na presença do suportado. Uma análise mais cuidada e muito mais próxima, com instrumentos de alta resolução, revelou que as suas fronteiras não são contínuas mas altamente porosas e dinâmicas. Aprofundando a análise por ampliação a nível atómico e sub-atómico, com as ferramentas matemáticas da física quântica, verifiquei que as dimensões dos espaços vazios são ordens de grandeza superiores às dimensões da matéria corpuscular revelada, evidenciando que as fronteiras percepcionadas são apenas ilusões mentais por habituação apoiadas numa ilusão de óptica permanente e como tal considerada real.

O painel central contém o retrato da princesa Margarida, quase quatrocentos anos depois transformada na princesa Sofia. Trata-se apenas de um retrato, provavelmente um subterfúgio de Velasquez para focar as atenções dos não iniciados, desviando-as do verdadeiro ponto focal da obra, a Porta e o seu significado filosófico, potencialmente considerado herege ou mesmo blasfemo na altura e contexto da sua produção. A porta, como qualquer porta, aparenta ser simultaneamente uma fronteira e uma ligação entre um interior e um exterior. Mas ambos, interior e exterior são assim, intermutáveis, portanto conceitos irreais, produto simplista de uma análise simplista e totalmente dependente da mera posição do observador. Mas como evidenciado pelo painel direito, a própria noção de fronteira é uma ilusão. Assim, a Porta quer como fronteira quer como canal de comunicação que naturalmente só existe se existir fronteira, não tem qualquer existência, trata-se de outra ilusão.

A reconstrução operada evidencia assim que o interior não existe, o exterior também não, o cosmo é holístico. Conhecimento milenar dos Hindus, tudo no cosmo está permanentemente interligado, suportado pelas teorias científicas do princípio do século vinte com a fisica quântica que começou por evidenciar a natureza não contínua da matéria e especialmente as propostas de Schrodinger que sempre terá afirmado que o seu gato não só está simultaneamente em toda a parte como tudo o que existe no cosmo está simultaneamente no espaço do seu gato.












Voltar ao princípio - Back to beginning

© Aristides Meneses Todos os direitos reservados All rights reserved